Agtech no hortifrúti: como a tecnologia está chegando no campo à mesa
O agro brasileiro já não é mais um setor à margem da tecnologia. O que ainda varia bastante é o quanto essa tecnologia chegou em cada elo da cadeia, e o hortifrúti costuma ficar um passo atrás de commodities como grãos.
O Radar Agtech Brasil 2025, levantamento da Embrapa com SP Ventures e Homo Ludens, mapeou 2.075 startups voltadas ao agronegócio no país, um crescimento modesto frente ao ano anterior, mas com sinais de um ecossistema mais maduro depois do boom de investimento entre 2019 e 2022. O mesmo levantamento aponta que 71% dos produtores rurais já usam plataformas digitais para compras, e 95% adotam algum tipo de tecnologia na propriedade.
Onde a tecnologia já resolveu, e onde ainda não
No campo, sensoriamento, imagem de satélite e automação avançaram bastante nos últimos anos, principalmente para grãos e commodities de larga escala. Já na comercialização de hortifrúti, especialmente no elo entre produtor, permissionário e comprador, a tecnologia ainda é menos presente do que se poderia esperar, com boa parte do mercado seguindo a negociação por telefone e relação pessoal, tema de B2B digital no hortifrúti: por que o setor ainda negocia por telefone.
Conectividade como pré-requisito
Parte do atraso não é falta de interesse, é infraestrutura. A expansão de redes 5G e internet via satélite em áreas rurais é apontada como uma das tendências mais relevantes para 2026, justamente porque sem conectividade estável não há como usar cotação em tempo real, rastreabilidade digital ou qualquer ferramenta que dependa de dado atualizado no momento da negociação.
Onde a tecnologia rende mais no hortifrúti
Diferente de uma lavoura de grão, o hortifrúti tem ciclo curto e decisão urgente: o retorno de investir em tecnologia aparece mais rápido em planejamento de produção, tema de Planejamento e controle de produção no hortifrúti, e em ampliar o alcance de negociação além do círculo de contatos já conhecido, discutido em Rede de contatos limitada: o gargalo invisível do hortifrúti.
Quer trazer tecnologia para a negociação do hortifrúti, sem esperar o resto do mercado se digitalizar primeiro?
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