Embalagem e manuseio pós-colheita: a barreira mais barata contra a perda
Boa parte da perda em hortifrúti não acontece durante o transporte em si, acontece antes dele, no momento em que o produto é colhido, manuseado e embalado sem o cuidado que aquele tipo específico de fruta ou hortaliça exige.
Segundo reportagem da Times Brasil / CNBC, o segmento de hortifrúti pode perder até 30% da produção no pós-colheita, e embalagem adequada é apontada como uma das formas mais diretas de reduzir essa perda. A própria Embrapa, em material técnico sobre embalagens para comercialização de hortaliças e frutas, trata o tema como parte central da boa prática pós-colheita, não como detalhe operacional.
Manuseio e embalagem inadequados lideram as causas de dano
Entre as causas de perda mais citadas em levantamentos do setor estão justamente manuseio excessivo e embalagem incompatível com o produto, que juntos geram o chamado dano mecânico: amassado, corte, ferimento na casca, ponto de entrada para deterioração acelerada. Diferente de um problema climático ou logístico, esse tipo de perda é evitável com processo, treinamento e a embalagem certa para cada variedade.
Colhedor treinado, prejuízo menor
Ter quem colhe e quem manuseia o produto treinado para evitar dano físico é apontado como prática essencial, ao lado de boas práticas de classificação e armazenamento. Não é acaso que esses três pontos aparecem sempre juntos: classificação define o padrão esperado, manuseio preserva esse padrão, e embalagem protege o que já foi alcançado até a entrega. Detalhamos o primeiro ponto em Classificação e padronização em hortifrúti.
Embalagem ativa como próximo passo
Além da embalagem convencional, ganham espaço embalagens ativas e inteligentes, capazes de estender a vida útil do produto e ajudar na diferenciação no ponto de venda. Ainda são uma fração pequena do mercado, mas indicam para onde a cadeia deve caminhar conforme o custo dessa tecnologia cai.
No fim, embalagem e manuseio são a linha de frente contra os números de perda pós-colheita que reunimos em Perdas pós-colheita no hortifrúti: o que os números do Brasil mostram, e uma das formas mais baratas de atacar o problema mais amplo que descrevemos em Redução de desperdícios em hortifrúti.
Quer rastrear a origem de cada dano de qualidade e agir antes que ele vire prejuízo generalizado?
Criar conta grátisContinue lendo
Perdas pós-colheita no hortifrúti: o que os números do Brasil mostram
Estimativas da FAO e da Embrapa apontam perdas que chegam a 40% ou 50% de frutas e hortaliças entre a colheita e a mesa do consumidor. Entenda de onde vem esse número e o que fazer com ele.
Classificação e padronização em hortifrúti: por que o padrão pesa no preço
Duas caixas do mesmo produto podem valer preços bem diferentes dependendo do calibre, da aparência e da uniformidade do lote. Veja por que classificar hortifrúti não é burocracia.
Perecibilidade: o relógio que corre contra o hortifrúti
Diferente de quase todo outro varejo, o hortifrúti perde valor a cada hora parado. Entenda o que a perecibilidade exige de operação, preço e logística.