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Operação

Embalagem e manuseio pós-colheita: a barreira mais barata contra a perda

02/09/20265 min de leitura

Boa parte da perda em hortifrúti não acontece durante o transporte em si, acontece antes dele, no momento em que o produto é colhido, manuseado e embalado sem o cuidado que aquele tipo específico de fruta ou hortaliça exige.

Segundo reportagem da Times Brasil / CNBC, o segmento de hortifrúti pode perder até 30% da produção no pós-colheita, e embalagem adequada é apontada como uma das formas mais diretas de reduzir essa perda. A própria Embrapa, em material técnico sobre embalagens para comercialização de hortaliças e frutas, trata o tema como parte central da boa prática pós-colheita, não como detalhe operacional.

Manuseio e embalagem inadequados lideram as causas de dano

Entre as causas de perda mais citadas em levantamentos do setor estão justamente manuseio excessivo e embalagem incompatível com o produto, que juntos geram o chamado dano mecânico: amassado, corte, ferimento na casca, ponto de entrada para deterioração acelerada. Diferente de um problema climático ou logístico, esse tipo de perda é evitável com processo, treinamento e a embalagem certa para cada variedade.

Colhedor treinado, prejuízo menor

Ter quem colhe e quem manuseia o produto treinado para evitar dano físico é apontado como prática essencial, ao lado de boas práticas de classificação e armazenamento. Não é acaso que esses três pontos aparecem sempre juntos: classificação define o padrão esperado, manuseio preserva esse padrão, e embalagem protege o que já foi alcançado até a entrega. Detalhamos o primeiro ponto em Classificação e padronização em hortifrúti.

Embalagem ativa como próximo passo

Além da embalagem convencional, ganham espaço embalagens ativas e inteligentes, capazes de estender a vida útil do produto e ajudar na diferenciação no ponto de venda. Ainda são uma fração pequena do mercado, mas indicam para onde a cadeia deve caminhar conforme o custo dessa tecnologia cai.

No fim, embalagem e manuseio são a linha de frente contra os números de perda pós-colheita que reunimos em Perdas pós-colheita no hortifrúti: o que os números do Brasil mostram, e uma das formas mais baratas de atacar o problema mais amplo que descrevemos em Redução de desperdícios em hortifrúti.

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